Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Beta não é linda?


Disco?

Domingo, 14 de Setembro de 2008

Saudade


Queridos amigos,
Hoje aqui em Palmas está tudo pegando fogo...40° na sombra...

Sábado, 13 de Setembro de 2008

Ready made, antropofagia e brasilidade




O ready made de Marcel Duchamp, a antropofagia de Oswald de Andrade e a construção de uma identidade artística brasileira.Não há dúvidas que Duchamp é um dos maiores artistas do séc. XX. Suas atitudes e gestos desmistificaram a arte e provaram que arte e vida podem se relacionar antecipando o conceito de bricolagem que chegou até a música pop na forma de “do it yourself” que é a origem da verve do punk rock. O ready made pressupõe uma incorporação de algo não artístico que é trazido para a esfera do artístico pelo simples gesto do artista, que escolhe e delibera sobre o que é e o que não é arte, mas o próprio ready made não é arte, já que seu objetivo é a ironia e a crítica.Quando Duchamp desce a arte de seu pedestal etéreo para o chão da vida, a arte se “democratiza” como previu Walter Benjamin e, o que veio a se chamar música pop, de um jeito ou de outro, legou o espírito duchampiniano e nos chegou com as vantagens e desvantagens da reprodutibilidade técnica.Esta incorporação de elementos não artísticos se desdobrou, na arte contemporânea, em incorporação de elementos de outras obras para comporem as novas obras, promovendo um rico diálogo entre os artistas e caracterizando a arte moderna e contemporânea pelo meta-discurso.Quando, no final da década de vinte, Oswald de Andrade propõe uma antropofagia artística, há uma desmistificação da idéia segundo a qual construir uma identidade nacional seria retomarmos apenas os primeiros habitantes dessa terra: os índios. Partindo desta proposta, Oswald cria o conceito de antropofagia, no qual nossa cultura devora o estrangeiro e, a partir dessa incorporação (um corpo que devora o outro), há uma constituição artística autêntica.Os índios brasileiros nunca praticavam antropofagia para se alimentarem, mas sim com a intenção de incorporar o inimigo, reconhecendo suas virtudes e desejando obtê-las por meio deste ato. Este seria o principal traço de uma cultura tipicamente brasileira, o colonizado devora o colonizador: na arte os papéis se invertem. Como disse Tom Zé, “a bossa nova inventou o Brasil e teve que fazer direito”.É esta a grande inovação que a geração da ditadura nos legou: No auge da repressão, o espírito da modernidade artística chega à música pop/popular brasileira e, desprovido de bons modos, devora os estrangeiros, incorporando suas virtudes do modo mais brasileiro. Oswald tinha razão: a brasilidade sempre esteve no canibalismo, o Brasil é junção, mistura, incorporação, em uma palavra: antropofagia. Do mesmo modo que, por exemplo, o congado mineiro tem ritmos africanos para louvar Nossa Senhora do Rosário [os santos europeus convivem com orixás africanos] Gilberto Gil e Os Mutantes utilizaram guitarras elétricas para os puristas da M.P.B no Domingo no Parque: chuva do mesmo bom sobre os caretas. Sempre fomos miscigenação, sempre fomos inclassificáveis como disseram Arnaldo Antunes e Chico Science.O tropicalismo traz a antropofagia da esfera da literatura/filosofia para a cultura de massa, incorporando elementos da música pop do hemisfério norte, e traduzindo-os em uma nova linguagem. A partir daí a música pop/popular brasileira aprendeu a devorar. A tropicália, no final dos anos sessenta, inicia o banquete proposto por Oswald de Andrade. Já a década de oitenta quase não devorou, apenas engoliu e, nos anos noventa, temos uma retomada da antropofagia.E assim o tropicalismo ensinou: decifra-me, ou te devoro. Incorporação de tudo o que pulsa, que vive, do rock aos regionalismos, da inovação absoluta da bossa nova de João Gilberto, até o iê iê iê romântico mal deglutido da jovem guarda.O Virna Lisi, grupo mineiro, pioneira e magistralmente propôs um rico diálogo entre rock , samba e experimentações fonéticas, o que antecipou e, sem dúvidas, influenciou propostas artísticas bem sucedidas comercialmente, como os Raimundos, e bem sucedidas artisticamente, como o movimento Manguebeat. Chico Sciense emblematicamente simbolizou o movimento com a parabólica fincada na lama do manguezal. E os pernambucanos do Manguebeat reinventaram a música pop/popular do Brasil devorando os estrangeiros e divulgando a cultura do mangue para o mundo.Essa marca da modernidade deixada por Duchamp nos legou a atitude característica do contemporâneo: a paródia, a apropriação, o diálogo, a arte que fala de si mesma. O Brasil soube incorporar estes elementos de forma única e podemos senti-la por toda parte. Desde, por exemplo, as experiências de djs que utilizam trechos de canções da black music norte americana até Adriana Calcanhoto, que confeccionou uma música utilizando somente fragmentos de canções de Caetano Veloso para criar uma nova canção intitulada “vamos comer caetano”.Se a música baiana tem como característica principal, além das percussões, a guitarra elétrica; se os músicos do clube da esquina dizem amar os Beatles e se a bossa nova incorporou elementos do jazz e vice versa, isto significa que o Brasil dialoga de igual para igual com o hemisfério norte, ao menos em termos artísticos e, no século vinte, acompanhou plenamente as vanguardas mundiais. O manifesto da poesia pau-brasil de Oswald de Andrade foi escrito no mesmo ano do manifesto surrealista de Breton, 1924.O movimento tropicalista delineou os caminhos da música brasileira e abriu portas para experimentações abalando os pilares da conservadora cultura de massa. Essas ousadias nos proporcionaram incríveis propostas artísticas, desde bandas como Secos & Molhados que até mesmo inspiraram o que veio a ser o grupo Kiss, a partir da famosa recusa de Ney Mato Grosso em participar, até a pulsante atmosfera contemporânea de bandas e artistas independentes que optam pelo risco, pela autenticidade, pela independência eminentemente criativa, devorando o que lhes interessa da cultura de massa e transformando isso em boa música pop/popular. Para exemplificar cito artistas que estou ouvindo ultimamente e que endossam meu argumento: O Vanguart de Cuiabá, O Seychelles de São Paulo, o borTam, Pedro Morais e Batucanto de Belo Horizonte, entre tantas outras...texto publicado originalmente no jornal "O Cometa Itabirano" em Julho de 2008, por Francesco Napoli

Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008


De mentirinha...


Antes que seja tarde

Vamos brincar, de amor

Pois já estamos crescendo

E não seremos crianças

A vida inteira

Você é o fim da busca

Foi a primeira!

A conquistar

Meu coração

E então

Eu sou seu

Você é minha

Mesmo que seja amor...

De men...ti...rin...ha...

Cláudio de Moraes

Neusa Moraes (1920/2003)

Nada



Eu não acredito em dor em paixão em amor, em nada

Eu não acredito que haja amor no amor de ninguém por alguém, em nada

Sou como um beijo que é dado sem gosto com gosto de nada

Sou como um abraço que é dado sem força sem apertar nada

Eu não acredito em sexo, nexo em perfume de flor, em nada

Eu não acredito em você no amor que você diz me ter, em nada

Sou como um rosto perdido no tempo olhando pro nada

Sou como o tempo que marca o caminho, caminho pro nada

( Eu não acredito em nada )

Eu não acredito em prazer, em sofrer, em viver, em nada

Eu não acredito em você no amor que você diz me ter, em nada

Sou como o sexo que feito com presa com a pessoa errada

Sou como a chama do amor verdadeiro, que sempre se apaga

( Eu não acredito em nada...NÃO )


Cláudio de Moraes
Foto: Nilza Aráujo de Moraes ( 1923/2008)

Oração a São Sebastião



Glorioso mártir São Sebastião, valoroso padroeiro e defensor da cidade do Rio de Janeiro, vós que derramastes vosso sangue e destes vossa vida em testemunho da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, alcançai-nos do mesmo Senhor, a graça de sermos vencedores dos nossos verdadeiros inimigos: o ter, o poder e o prazer, que fazem viver sem fé, sem esperança e sem caridade. Protegei, com a vossa poderosa intercessão, os filhos desta Terra. Livrai-nos de toda epidemia corporal, moral e espiritual. Fazei que se convertam aqueles que, por querer ou sem querer, são instrumentos de infelicidade para os outros. E que o justo persevere na sua fé e propague o amor de Deus, até o triunfo final. São Sebastião, Advogado contra a Epidemia, a Fome e a Guerra, rogai por nós.Rezar o Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai
Salve São Sebastião!

Oração a São Jorge




Eu estou vestido e armado com as roupas e as armas de São Jorge,
para que os meus inimigos tenham pés e não me alcancem,
tenham mãos e não me toquem, tenham olhos e não me vejam,
e nem mesmo em pensamento eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão.
Facas e espadas, se quebrem sem o meu corpo tocar.
Cordas e correntes, arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda
com o poder de sua santa e divina graça
Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições,
e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder,
seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus,
estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas,
defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza,
e que debaixo das patas de seu fiel ginete
meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.
Assim seja com o poder de Deus
de Jesus e da Falange do Divino Espírito Santo.


Salve São Jorge!
Oração de Domínio Público
Para meu São Jorge de todo o coração.