domingo, 8 de julho de 2012
Nara Leão
Narinha...nesse
ano em que você completaria setenta primaveras fico imaginado o que você estaria
cantando ou fazendo nesses tempos tão conturbados que vivemos. Vejamos...
Será
que estaria fazendo participação no show da Nana Caymmi que
também está fazendo setenta anos?
Bem,
a participação no DVD de Chitãozinho & Xororó é certa.
Vibrando
com o disco novo de Gal?
Ou
lançaria o disco: Nara cinquenta anos depois?
São
muitas possibilidades, mas a mais importante de todas não vai existir. Um show
seu para que eu possa ouvir a sua voz pura, simples, mas com uma força imensa
de comunicação e inquietação com os problemas do mundo.
Nara
você fez tanta coisa: Valorizou os sambistas do morro, trouxe de volta Carmen
Miranda ao nosso cancioneiro, Ajudou a criar a Bossa Nova, fez parte da
Tropicália, lançou Maria Bethânia, Fagner, Chico Buarque, Edu Lobo entre outros
que não lembro. Lutou contra os militares, conta a ignorância a falta de
educação de um país que ainda não sabe a força que tem.
Sem
falar de suas criações inesquecíveis, só para citar: Vento de maio, carcará,
marcha da quarta-feira de cinzas, com açúcar com afeto, insensatez, a banda,
coisas do mundo minha nega, deixa, pranto de poeta etc. Tanta coisa tão bonita
você cantou pra gente! Obrigado Nara.
Sinto
muito por muitas pessoas dessa geração não te conhecerem nem nunca terem escutado
uma música sua, sinto muito mesmo (eles não sabem o que perdem) Também sinto
muito que a sua luta pela valorização de nossa música tenha sido em vão e
termos que nos contentar com tanta música ruim que agride nosso ouvido e nosso
cérebro nesse fim dos tempos em que vivemos.
Mas
a sua luz sempre vai brilhar para os que amam a música boa, a verdade e a luta
por um ideal que foi a coisa que você perseguiu em toda a sua vida. Salve
Narina feliz aniversário.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Festo-do-resto-festa-manifesto-festa-do-festo
Modo-modo-merdo-modo-moderno
Você é moderno?
Hélio – Gás - Belo –
Axé – Lusitana – Pop – Oiticica – Cica
Tomate-seco – Pop
Parangoleico – Parangolés Voadores
Computadores
Baladeiros – Brita –Britney – Chá – Fármaco
Maria Joana – Maria
das Graças – Maria Bethânia
Você tem bom gosto?
Bom gosto demais
tolhe a criatividade...
Eu quero ser antigo!
Eu quero comer os
velhos Baianos;
Eu quero ser Dalva de
Oliveira;
Eu quero ser Luiz
Gonzaga;
Eu quero falar
besteira.
Eu quero ver João
Gilberto nu!
Eu quero ouvir Duprat.
Prato;
Edith do prato,
pasto, pasta, panamerica.
Basta Brasil;
Basta Brasil;
Basta Brasil;
Brasil.
Não morra na mão dos
Ianques (vazios)
Cláudio de Moraes
quinta-feira, 5 de julho de 2012
The cockroach song
The cockroach song
Numa noite de festa
Fumei, bebi à beça
E eu...não beijei
ninguém
Palavras submersas
Ninguém me olhou na festa
E pra casa sozinho eu voltei
Quando cheguei em casa
Matei uma barata
E logo arrependido eu fiquei
Pois soube que a barata
Coitada era casada
E órfãos seus filhinhos eu deixei
O marido da barata
Não sustentava a casa
Foi outra chinelada que eu dei
Depois eu descobri
Por que eu era infeliz
A família da barata dizimei
( E os filhinhos morreram de fome...uhi mamãe )
Cláudio de Moraes
Hebe Camargo, Brasil, doença e modernismo acéfalo.
Em qualquer lugar do mundo uma pessoa com
cinquenta e sete anos de televisão seria ovacionada e coberta de homenagens,
mas Hebe não! Não se engane; as honrarias e homenagens que Hebe recebe, vêm de
parte da imprensa que é considerada menor e da classe artística que patina,
digamos em um nível popular.
Os intelectuais que, com razão, Dercy
Gonçalves chamava de “o câncer do Brasil” e os modernóides de plantão a
consideram: velha, ridícula, brega...! Mas, por quê? Hebe
representa o Brasil, um Brasil ingênuo, que senta no sofá há mais de cinquenta
anos para acompanhar os seus rompantes de indignação com os desmandos do nosso
país e esse povo se identifica com ela. Às pessoas adoram seus ataques de
tietagem com ídolos populares e a-m-a-m seu estilo brega, colorido e
Tropicalista! E o que falar de suas joias então?
Mas, Hebe teve bons momentos na TV. Vamos
a eles: Protagonizou o primeiro vídeo clipe brasileiro ao lado do falecido Ivon Curi,
entrevistou Neil Armstrong e viveu momentos emblemáticos da história da nossa TV quando
num arroubo de ousadia fez um programa inteiro sobre travestis! Coisa que no
final da década de 1980, dava o que falar (até cadeia) e chocou a sociedade,
tendo o programa sua fita apreendida pelo então, ainda ativo departamento de
censura (o programa foi em 1987).
Também a homenagem aos oitenta anos de
Dercy Gonçalves teve a fita apreendida devido a um seio de fora da sempre
ousada veterana atriz.
Hebe teve atos que foram pouco
comentados e que comovem: doou sangue a Dercy Gonçalves quando a mesma se
operou de câncer! Dercy disse uma vez “Hebe não precisava fazer isso, mas fez”.
Hebe hoje está doente e demonstra uma
dignidade absolutamente admirável no trato com sua enfermidade e sua fé merece
respeito do que creem e que não creem, por isso termino esse rascunho pífio
desejando a você Hebe... Muita luz e muita força e obrigado por seus anos de
dedicação a entreter o nosso alegre, mas triste povo brasileiro.
Cláudio de Moraes
Édipo Rei
Édipo Rei, escrita por Sófocles em data
desconhecida é uma das primeiras tragédias que se tem notícia.
A história do filho que mata o pai e casa-se
com a própria mãe já foi recontada inúmeras vezes, até em uma versão
tele-novela, exibida pela Rede Globo de televisão em 1987.
Enveredando
pelo caminho da psicologia a história já faz parte do inconsciente coletivo e
está enraizada em todos nós.
O ser humano é trágico e autodestrutivo, sendo
assim, a história cativa o publico logo no seu começo, pois, também trata de
outra constante na vida humana, a previsão do futuro, tão bem representado pelo
mito do Oráculo.
Outro ponto a ser destacado é a relação mãe e
filho que resultou numa das mais conhecidas interpretações da psicanálise: O
complexo de Édipo, que de tão falado, repetido e esmiuçado já virou quase um
senso comum.
Ao ler a obra fiquei frente a frente com a
fragilidade do ser humano e a necessidade que temos de enfatizar a nossa
mortalidade e incapacidade de nos rebelarmos contra o implacável destino.
Alguns filósofos da Grécia antiga defendiam
que não dá para escapar do que estiver reservado para você. Eram os adeptos do
estoicismo, uma das correntes filosóficas mais influentes da Antiguidade. De
acordo com os estóicos, o futuro é tão inalterável quanto o passado. Zero de
livre-arbítrio.
Uns
acreditam na existência do mesmo, outros usam a religião como escudo, mas, o que diz a ciência? Nosso cérebro é programado para encontrar sentido em tudo. Mas,
para mim, permaneceu a dúvida. O destino existe ou não? .
Meu nome é...
Meu nome é
Cláudio de Moraes, Moraes com “e” não com “i” mas, como houve um erro em meu
registro ficou assim mesmo, escrito errado, mas tudo bem. Nasci na Paraíba em
1980, mas creio que há algum erro em minha certidão de nascimento, porém essa é
outra história. Falando de mim: Sou uma pessoa bem simples. Sou ciclotímico e
às vezes não tenho a menor paciência com nada nem com ninguém, não gosto de
pessoas que abusam da boa vontade das outras e de pessoas que também não sabem
se colocar em seu lugar. Detesto do fundo do meu coração a falta de educação
tão em voga hoje em dia, também não suporto crueldade, nem (a mais clássica de
todas) falsidade. Odeio quem joga papel no chão, quem fala alto, gritos,
deselegância etc., mas, tem dias que sou capaz de fazer todas essas coisas que
elenquei que não gosto. Tenho algumas qualidades: sou muito fiel – em todos os
sentidos - prezo muito minhas amizades e acredito no ditado “Melhor um amigo na
praça do que dinheiro no banco”. Sou bem humorado, mas têm dias que nem eu me
aguento (o lance da personalidade ciclotímica). Esse é meu terceiro curso
universitário. Já fiz psicologia, fiz até o 8º período e não terminei (o motivo
não caberia no texto). Fiz jornalismo, esse sim conclui e agora estou fazendo
artes. Muita gente me pergunta por que desisti do jornalismo para ser professor
e, sinceramente não tenho a resposta. Apenas acho que me identifiquei mais com
a lousa do que com o microfone. Defeitos: Sou um pouco chato em determinados
momentos, não tenho muita paciência com gente lenta (apresar de ser lento
também) tenho uma preguiça de dar dó, em alguns momentos tenho dificuldade de
expor minha opinião, sou preconceituoso (mas, quem não é). É aquela história,
quem diz que é não é, e quem diz que não é é. E de uns tempos para cá acho que
a humanidade mais não presta do que presta (eu inclusive). Qualidades: sou uma
pessoa amiga de meus amigos, as pessoas que não tenho afinidade procuro ignorar
a existência delas no globo - geralmente consigo -. Tento não falar mal do
próximo - geralmente também consigo -, modéstia a parte sei cozinhar bem e
tenho um excelente gosto musical, mas têm dias que não resisto a uma música bem
brega- aquela!- Sou um bom amigo e costumo só dar minha opinião quando
perguntado, ou seja, sou um bom ouvinte. Depois que cheguei aos trinta, gosto
de programas mais leves como: Tomar um vinho com amigos, fazer um som na casa
de amigos, comer com amigos, beber com amigos (isso mesmo, só com amigos).
Então ou eu fico amigo ou não fico nada. No começo sou um pouco fechado, mas
quando pego intimidade... se segura. Sou extremamente tímido e isso me
prejudica muito, pois pareço mais chato do que realmente eu sou, apesar de ser
meio chato mesmo, porém quando quebro minha resistência de bom escorpiano, fico
dado, dado. Sou escorpiano, só que sem essa de signos e características
astrológicas, porém, dou à cara a tapa... Sou muito ciumento, com tudo e com
todos... Amigos, amores, cachorros, gatos, livros, discos, alfinetes etc. Gosto
de música componho e hoje, vejo que meu professor de violão estava certo “Se
você parar de estudar vai ficar preso e não vai evoluir no instrumento” Estou
correndo atrás do tempo perdido. Acredito no amor, só que não mais no amor
eterno e acho que, nos dias de hoje em que reina a devassidão a máxima é válida
“Quem tem dois tem um, quem tem um não tem nenhum” vejo a solidão como uma
coisa muito positiva, pois é importantíssima para por a cabeça em dia, eu mesmo
preciso ficar só várias horas do dia para recuperar meu equilíbrio e diferente
de muita gente, adoro minha companhia. Acredito que essa geração é uma geração
perdida, mas tenho esperança que a próxima vai ser bem melhor e eles vão
aprender muito com nossos erros. Tenho a péssima mania de só falar do que
conheço. Detesto vulgaridade, mas sei que cada um tem as suas, eu inclusive,
mas acho que elas deveriam ficar restritas ao privado e não serem expostas como
hoje está na moda. Acho sofrível devassar a vida (alheia e a própria) em Redes
Sociais e dizer todos os detalhes de como foi seu dia essas coisas, mas são os
novos tempos e tenho que me adaptar. Tento não julgar as pessoas, só que hoje
em dia com tanta coisa errada, fica difícil. Abomino a ignorância,
principalmente a por opção e no tocante as religiões fico impressionadíssimo
como a maioria diz que é de tal credo e não segue nada daquilo que é dito no
culto ou na missa, inclusive creio que a missa ou o culto, enfim o que sejam
viraram eventos de inclusão social (estive nos dois) e não servem mais ao que
se destinam (olha eu ai julgando). Sendo assim, acredito mais em religiosidade
do que em religião. Enfim esse é um pouco de mim, claro que omiti muitas
coisas, mas o que está aqui é verdadeiro.
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